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A História do Perfume                    

Desde os primórdios da humanidade que a procura de aromas diferentes e agradáveis, e a consequente utilização de essências de plantas, faz parte da história da civilização.

Primordios

Pensa-se que a arte da perfumaria tenha iniciado ainda na Pré-História, quando o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas libertavam fragrâncias agradáveis quando queimadas. Os primeiros perfumes teriam surgido sob a forma de fumo, o que é aliás confirmado pelo próprio étimo "Perfume", que deriva do latim "Per fumum" ou "pro fumum", significando "através do fumo".

A queima de plantas raras e resinas aromáticas estava em geral associada a cerimônias religiosas, sobretudo aos sacrifícios rituais de animais, em que serviria para disfarçar os odores incomodativos do animal morto. Com este objetivo eram utilizados o sândalo, a casca de canela, as raízes de cálamus bem como substâncias resinosas como mirra, incenso, benjoim e cedro do Líbano.

Na civilização mesopotâmica, o ato de perfumar era tido como um ritual de purificação. Por esse motivo, os homens tinham a obrigação de oferecer perfumes às mulheres durante toda a vida.

Os Hebreus também utilizavam o perfume na vida quotidiana e no culto. Uma das suas fórmulas está registrada na Bíblia, no livro do Êxodo, capítulo 30. A composição utilizava quatro ingredientes naturais, muito empregados nos dias de hoje, mas de forma mais refinada: mirra, cinamon, junco odorífero, cássia e óleo de cálamus aromático.

Requintes

 

Os Egípcios foram os primeiros a fazer uma utilização sistemática do perfume. Sua fabricação era considerada uma graça de Deus, sendo por isso confiado aos sacerdotes, que utilizavam os perfumes diariamente no culto ao deus-sol.
Mas começa também a generalizar-se a utilização pessoal do perfume, tendo para isso os Egípcios criado um original sistema, pequenas caixas que se usavam atadas na cabeça e que continham uma fragrância que se dissolvia lentamente perfumando o rosto. Tinha também a função de afastar os insetos.
A rainha Cleópatra, ela própria autora de um tratado de cosmética,  infelizmente perdido, untava as suas mãos com óleo de rosas, açafrão e violetas - o kiafi - e perfumava os pés com uma loção feita à base de extratos de amêndoa, mel, canela, flor de laranjeira e alfena.
Até os mortos, durante o processo de embalsamamento, eram ungidos com essas misturas. Quando o túmulo do rei Tutankámon foi aberto, encontraram-se no seu interior maravilhosos vasos de alabastro que conservavam ainda a essência perfumada que havia sido colocada neles há cerca de 5 mil anos.

 

A refinada civilização grega importava perfumes de diferentes partes do mundo, sendo os mais apreciados e caros os oriundos do Egito. Mas também criaram uma técnica própria de perfumaria, chamada maceração, em que o óleo vegetal ou a gordura animal eram deixados durante algumas semanas em repouso juntamente com flores, para lhe absorver os óleos essenciais.
Há 2400 anos, certos escritos gregos recomendavam hortelã-pimenta para perfumar braços e axilas, canela para o peito, óleo de amêndoa para mãos e pés, e extrato de manjerona para o cabelo e as sobrancelhas.
O uso do perfume foi levado a tal extremo que o legislador Sólon chegou a proibir a venda de óleos fragrantes.
Tal como os gregos, os Romanos eram grandes apreciadores de perfume, usando-o nas mais diversas situações. Como resultado das suas conquistas militares, os Romanos foram assimilando não só novos territórios, mas também novas fragrâncias, procedentes das suas campanhas em terras distantes e exóticas, aromas desconhecidos até então, como a glicínia, a baunilha, o lilás ou o cravo. Também adaptaram o costume grego de preparar óleos perfumados à base de limão, tangerinas e laranjas.
Esta paixão pelo perfume esteve na origem do aparecimento do poderoso grémio dos perfumistas, os famosos e influentes ungüentarii, que fabricavam três tipos de unguentos: sólidos, cujo aroma contava com um único ingrediente de cada vez, como a amêndoa ou o marmelo; os líquidos, elaborados com flores, especiarias e resinas trituradas, num suporte oleoso; e perfumes em pó, feitos com pétalas de flores que depois se pulverizava e aos quais se juntavam certas especiarias.
Os nobres romanos possuíam escravos para os massagearem e untarem com essências perfumadas e era costume os soldados perfumarem-se antes de entrar em combate.
Conta-se que Nero, no século I d. C., na organização de uma festa, gastou mais de 150 mil euros, em valores atuais, em essências para si mesmo e para os convidados. E, no enterro de sua mulher Pompeia, gastou o perfume que os perfumistas árabes eram capazes de produzir num ano. Chegou ao extremo de perfumar até as suas mulas.

Também a tradição cristã está na sua origem associada ao perfume. Lembremos que uma das oferendas que os reis magos trouxeram ao menino Jesus foi o incenso(Mirra).

Durante a Alta Idade Média, a utilização do perfume vai cair em desuso, não só pela desorganização econômica que então se viveu, mas também pelo estilo de vida mais austero da sociedade ocidental.

Árabes, luvas e peste

As Cruzadas vão reavivar o interesse pelo perfume, com os cavaleiros a trazerem para a Europa os aromas exóticos desenvolvidos pelos Árabes. Os Árabes eram nessa altura possuidores de uma florescente indústria de perfumes, com conhecimentos provavelmente herdados dos Persas. Detinham o monopólio comercial em todo o Próximo e Médio Oriente e foram eles os inventores do alambique, que permitiu uma nova forma de destilação. No século X, o famoso físico árabe Avicena descobriu o processo de destilar o óleo das pétalas de rosas. Esta essência, diluída em água, torna-se a água de rosas, o primeiro perfume moderno.
Também por essa altura, inventa-se o álcool, que irá revolucionar a indústria dos perfumes. O primeiro perfume com álcool, o "Água da Hungria", surge em 1370, e deve o seu nome à rainha Isabel da Hungria.
No final século XII, em França, o rei Filipe Augusto autoriza a constituição da corporação dos luveiros-perfumistas em Grasse. Esta associação das luvas com o perfume faz um certo sentido, pois o processo de curtição das peles não era o mais adequado, e os luveiros eram obrigados a servir-se do perfume para disfarçar o mau cheiro do couro. Durante os próximos séculos, será Grasse a capital europeia do perfume, e ainda hoje conserva essa antiguíssima tradição.
No século XIV, o flagelo da Peste Negra descobre outra utilidade para o perfume, com algumas fragrâncias a prometerem proteção para a epidemia. Os mais ricos sentiam-se assim mais protegidos, mas nem por isso morriam em menor número.

HÁBITOS DE HIGIENE SÃO EVITADOS

Com o Renascimento, vulgariza-se de novo a utilização do perfume, que começa a ganhar a dimensão de um produto de grande consumo. Os hábitos de higiene é deixado de lado e o aroma do perfume utilizado para disfarçar os maus odores. Na época barroca achava-se desnecessário o banho, uma vez que a existência do perfume permitia dispensá-lo. Para o mau hálito, receitava-se a ingestão de anis, funcho e cominho logo ao pequeno-almoço, e cardamomo e alcaçuz se a intenção fosse seduzir uma jovem. Os cabelos podiam ser aromatizados com a ajuda de almíscar, cravo-da-índia, noz-moscada e cardamomo.

No final século XVIII, o perfume começa a ser associado à sedução e até mesmo ao erotismo, e, já século XIX, a história deste produto passa a caminhar lado a lado com a da moda, numa parceria que se mantém até hoje. A própria literatura reflete a importância social do perfume, e não há donzela que se preze que não deixe ao seu amado um lenço perfumado.

Perfumes para todos

No final do século XIX, com o desenvolvimento da indústria química, multiplicam-se as fragrâncias e começam a aparecer os aromas sintéticos, que simulam os naturais e permitem baratear o produto, tornando-o acessível a um maior número de pessoas.

Nos anos 20 do século XX,  aparece a primeira grande marca de perfumes, o Chanel nº 5, resultado de uma equilibrada combinação de rosas, jasmim e aldeídos. O Chanel nº 5 representa igualmente uma ruptura com os anteriores métodos de fabricação e comercialização do perfume: o frasco ganha cada vez mais importância, e a imagem associada ao perfume torna-se tanto ou mais importante que o seu conteúdo.

A partir daqui, uma história de sucesso incomparável. Hoje há perfumes para todos os gostos, idades, estados de espírito e condições meteorológicas, numa indústria que movimenta milhões de euros, mas que deixa muitos narizes felizes.

Fonte: www.malhatlantica.

 A EVOLUÇÃO DA PERFUMARIA FRANCESA                                                                                                                                      

A grande perfumaria francesa, baseada em composição elaborada de perfumes e extratos, data do final do século XIX, tendo atingido um grau de desenvolvimento magnífico!

Resumindo:

1880 - 1890-  As formulações eram preparadas com uma única flor.

1889-             Começam as pesquisas para a preparação de sintéticos "mais naturais"

1900 - 1920-  A virada do século e a eletricidade marcaram o início de uma nova era.

Madame Curie descobriu o urano, época em que os primeiros Zepelins atravessavam os céus...

É lançado o Chypre com aromas de patcholi e musgo que deram nome a várias famílias futuras, inspirando muitos clássicos nas décadas subseqüentes.

Como as mulheres desta época, os perfumes emanciparam-se. As mulheres começaram a trabalhar, apesar de estarem em funções subordinadas.

ANOS 20

Época do Charleston e das novas notas olfativas para tentar acompanhar a evolução da moda. A década de 20 foi uma das mais criativas na área da perfumaria.

Nasceu Chanel nº 5, o primeiro perfume com materiais sintéticos. Aliás, ao que parece, um assistente do perfumista francês Ernest Beaux teria errado na composição da fórmula da fragrância encomendada pela figurinista Coco Chanel. Em vez de apenas 1% de aldeído undecilênico, a solução recebeu acidentalmente uma dose dez vezes maior. A fragrância resultante foi considerada extraordinária e deu início a um "boom" no uso dos aldeídicos na fabricação de perfumes. Outro mérito deste perfume foi reforçar a associação entre o uso do perfume e o jogo da sedução. A discussão ganhou fôlego na década de 50, quando a atriz Marilyn Monroe declarou que usava apenas uma gotinha de Chanel nº 5 para dormir.

ANOS 30

Notas orientais (misturas com baunilha) são o máximo da época e dá-se o retorno de algumas fragrâncias clássicas.

 ANOS 40

Depois da Guerra, a esperança em tempos melhores fez com que surgissem as notas verdes, como que para despertar o aroma agradável e a paz dos campos. Lançam-se perfumes para mulheres sensuais

ANOS 50

Época do rock´n´roll e das fragrâncias mais comportadas.

ANOS 60

Em plena era de Woodstock, as notas florais e aldeídicas são predominantes em quase todas as criações.

ANOS 70

A grande descoberta da época foi a categoria dos orientais para as mulheres que gostavam de provocar.

ANOS 80

Época do consumismo. Surgiram os florientales. Houve um incremento dos perfumes florais doces.

ANOS 90

Características: fragrâncias leves e frescas. Temas mais importantes: água. Notas ozônicas: recordam a água, o mar ou o frescor perfumado de um pedaço de melão gelado.

ANOS 2000

Principais características:

- Volta ao romantismo, florais / - Novos soliflorais / Novos aldeídicos / Novos Chypres / Novos orientais

Fonte: www.americanas.com.br

 Os tipos de perfumes

Classificação pela Concentração

A concentração de uma fragrância pode ser classificada de acordo com a quantidade de óleos aromáticos diluídos em um solvente.

Material básico para produção dos perfumes:

·         Copo medidor ·         Proveta; ·         Bastão de vidro; ·         Vidro ambar para maceração

Parfum: 20 a 35% de essência o aroma é intenso, com alta concentração de essências. Recomenda-se muito cuidado na aplicação, pois o exagero pode provocar dores de cabeça e até mesmo intoxicação acompanhada por náusea.

Fórmula básica:
640ml de álcool de cereais;  200 a 350ml de essência; 
20ml de fixador;  30ml de propilenoglicol; 80 a 120ml de água desmineralizada;

Misture os ingredientes na sequência a água coloque lentamente para que a mistura não fique turva.          

Eau de parfum: 10 a 18% de essência (EDP): Subproduto do perfume propriamente dito, seu efeito de fixação chega a ultrapassar as 12 horas.

Fórmula básica:

750ml de álcool de cereais; 20 ml de fixador;  100 a 180ml de essência; 15ml de propileno; 80 a 120ml de água desmineralizada

 Misture os ingredientes na sequencia, a água coloque lentamente para que a mistura não fique turva.                                            

Eau de toilette : 8% a 14% de essência (EDT): fragrâncias mais discretas, bem climatizadas para países tropicais como o nosso sua fixação não passam das 8 horas em temperaturas mais altas.

Fórmula básica:
800ml de álcool de cereais; 
15ml de fixador;  80 a 140ml de essência; 20ml de propileno; 80 a 140ml de água desmineralizada; Misture os ingredientes na sequencia, a água coloque lentamente para que a mistura não fique turva.

 Eau de cologne : 3 a 7% de essência (EDC): fragrâncias bem suaves e com baixa concentração de essências. Sua fixação não é maior do que 5 horas e é a ideal para o clima Tropical.

Fórmula básica:
850ml de álcool de cereais; 
15ml de fixador;  30 a 70 ml de essência; 20ml de propileno; 80 a 120ml de água desmineralizada; Misture os ingredientes na sequencia, a água coloque lentamente para que a mistura não fique turva. 

A classificação das fragrâncias

Principais Famílias Olfativas

As fragrâncias classificam-se em:

  • Cítricos Florais: quando utilizam matérias-primas extraídas de cascas de frutas tais como lima, limão, laranja, pomelo, tangerina, mandarina, entre outras. Também denominam-se "frutados".
  • Florais Aldeídos: a matéria prima é extraída das flores naturais ou desenvolvida sinteticamente em laboratórios. As notas tem caráter delicado, sutil e discreto.
  • Fougère: elaborado a partir de matérias-primas leves e frescas, normalmente extraídas de madeira, por isso são conhecidos como amadeirados, e a elas se juntam a mistura de álcoois, tubérculos e raízes. São muito utilizados em fragrâncias masculinas.
  • Chipre Florais: fabricados com matérias-primas advindas de musgos, normalmente do carvalho. São os perfumes mais clássicos e sofisticados.
  • Orientais Florais: suas misturas são constituídas normalmente das tuberosas, baunilha, patchouly, ylang ylang. Inspiram sofisticação, são marcantes, misteriosos e super sensuais.
  • Couros Secos: fragrâncias extremamente secas, com características dominantes. Suas matérias primas são extraídas do tabaco, de madeiras, couros, musgos etc.
  • Aldeídos Florais: geralmente são misturas sintéticas, também usadas nos perfumes muito clássicos e sofisticados. Possuem um certo frescor inicial característico e picante.
  • Aromáticos Secos e Frutados: são misturas de secos e frutados, que criam uma fragrância híbrida. Geralmente usam condimentos como cominho, estragão e manjericão, além de especiarias como o cravo, canela, noz-moscada e até mesmo a pimenta.  

Águas florais, tipos e como são feitas

 

Águas florais são largamente utilizadas em banhos aromáticos pelo perfume suave, leve, contagiante e calmante. Também em o furos, compressas faciais, mistura em perfumes naturais e casas de massagens.

As Águas Florais ou os hidrolatos são as águas do resultado da destilação de óleos essenciais. No processo de destilação das plantas aromáticas o vapor liberta as pequenas bolsas das suas células onde se encontram os óleos essenciais e as moléculas de óleos essenciais separam-se do vapor. No final, os óleos essenciais estarão à superfície da água, pois são insolúveis, porém, as partículas de óleo impregnaram a água, pelo que esta se transforma em água floral.

Trata-se de um produto muito apreciado para perfumar o ambiente, limpar e tonificar a pele, que contém alguns elementos solúveis na água, não presentes nos óleos essenciais. Em suma, podemos dizer que os hidrolatos têm, no geral, as mesmas propriedades que os óleos essenciais, mas em reduzidas concentrações. Fonte: copper-alembic.com

Água de Rosas: suaviza a pele
Água de Camomila: acalma e suaviza a pele. Ideal para pele irritada e olheiras.
Água de Alfazema: tonifica a pele. Excelentes resultados quando aplicada após exposição solar, em virtude dos seus efeitos calmante e cicatrizante.
Água de Alecrim: estimula e regenera a pele
Água de Sândalo: aconselhável para todos os tipos de pele.

Encher uma banheira com água morna, adicionar água floral com o aroma de sua preferência e pétalas de roas. Mergulhar até o pescoço e permanecer por no mínimo meia hora e em silêncio é uma terapia para a alma.  

  • A magia dos cheiros

Antigamente, o sistema límbico era chamado de cérebro das emoções. Quando estamos muito tensos e nervosos, um aroma de lavanda é capaz de nos relaxar e nos induzir ao sono, ajudando em casos de insônia. Quando estamos apáticos, deprimidos, infelizes, o aroma de bergamota pode ajudar na recuperação. Aromas de limão, vetiver, eucalipto e alecrim melhoram a concentração, sendo que o de alecrim alivia também o cansaço.

 Aplicação no corpo

{C}·         {C}Partes do corpo onde deve-se aplicar o perfume: as melhores partes do corpo para passar o perfume deve ser sempre próximo a onde existe uma veia de bom calibre de preferência nos membros inferiores do corpo. Entre os seios, nas curvas das pernas ( atrás do joelho ), nos pulsos etc. No triângulo do nariz, nunca: nas frontes ou atrás das orelhas.

{C}·         {C}Não se esqueça: não exagere. Faça isto com a colônia após banho. Se você puder evitar o sabonete e desodorante, qualquer creme perfumado, isto será o ideal e o correto.

Divisão da Fragrância

Diante de tanta diversidade, pode ser difícil escolher a fragrância que combina melhor com você. Por isso, sabendo algo mais antes da vendedora lhe oferecer uma porção de papeizinhos borrifados, sua chance de acertar na compra aumentará muito. Um perfume é resultado de uma média de 75 a 200 essências. Por essa razão, ele é composto por notas de cabeça, notas de coração e notas de fundo, que é mais ou menos como o cheiro dividido em etapas. Isso porque cada nota tem o seu tempo de evaporação e, portanto, de duração na pele. São elas:

 Notas de cabeça: é a primeira impressão que se tem do perfume. Como as moléculas são menores, em menos de três minutos, elas evaporam.

 Notas de coração: é o verdadeiro cheiro do perfume e se mantém na pele de cinco a oito horas.

 Notas de fundo: as notas que dão corpo ao perfume. Feitas a partir de moléculas mais pesadas, elas são as últimas a irem embora, durando até vinte e quatro horas.

 A fixação dos perfumes

A fixação do Perfume depende de vários fatores. Dentre eles a qualidade da fragrância.

Uma boa fragrância, isenta de solventes e manipulada somente com matérias primas ativas, já contém o fixador em sua composição sem nenhuma diluição.

Quanto mais se procura baratear uma fragrância, mais ela será diluída e menos poder de fixação ela terá por mais que se aumente a dosagem dela na preparação do Perfume.

No entanto, a dosagem também influi na fixação do Perfume quando se trabalha com fragrância concentrada e se aumente a dosagem. Além da qualidade do Perfume, a fixação também aumenta.

Vale ainda lembrar que a fixação também está relacionada ao tipo de pele, atividade, nível de stress, medicação, alimentação, etc...

FIXAÇÃO, UMA IDEIA FIXA

Certamente “FIXAÇÃO” é a maior objeção dos consumidores de perfumes do mundo inteiro. Há muito tempo os primeiros perfumes à disposição do consumidor eram baseados em águas perfumadas, principalmente com fragrâncias cítricas e com ervas aromáticas, por isso absolutamente sem fixação.

Com o uso de essências florais e amadeiradas a fixação do produto começou a melhorar, mas nunca foi assunto em pauta. Isso até o fim da 2ª Guerra Mundial (1945). Nessa época, a indústria de perfumaria americana começou a crescer, mas não se conformavam com o sucesso dos produtos importados da Europa. As empresas americanas procuraram compensar a superioridade técnica dessas marcas de alguma maneira.

A arma escolhida para isso foi a “fixação”, usando muita potência e duração. Os perfumes de Elizabeth Arden, por exemplo, usavam o seguinte slogan: “meu perfume dura 24 horas”. A partir daí a guerra dos cheiros desvia o caminho da qualidade para potência e fixação. Disso resultou um aumento brutal nas porcentagens de aplicação dos fixadores, que saíram dos tradicionais 12% para porcentagens entre 30% e 35%. Houve também uma maior dosagem de novas matérias-primas sintéticas de baixa evaporação.

Segundo o Perfumista Frances, Jan Luc Morineau faz uma avaliação dos perfumes de acordo com a realidade do mercado atual, chegando às seguintes conclusões:
a) Perfumes com aplicação da essência concentrada entre 20% e 40% têm uma vida olfativa na pele de 6 a 10 horas, em média;
b) Eau de parfums com 12% a 19% de essência têm vida olfativa de mais ou menos 5 ou 6 horas;
c) Eau de toilette com concentração de 4% a 7% de essência possui vida olfativa de até 3 horas.

O Perfumista questiona também alguns produtos americanos que durariam cerca de “24 horas”. Bem, só poderemos saber se o produto tem fixação ou não depois de algum tempo. Enfim o que é fixação? Na realidade é o cheiro que vai ficar em sua pele durante um tempo indeterminado após a aplicação e normalmente esse cheiro residual vai ser muito diferente do perfume que você usou em sua pele algumas horas antes.

Pode-se explicar de uma maneira muito fácil o porquê desse fato: um perfume é a mistura de várias matérias-primas, como folhas, flores, madeiras, raízes, frutas, etc., cada uma com um cheiro mais ou menos volátil (volatilização-ato ou efeito de evaporar). Por exemplo, o limão, a hortelã e outros se evaporam rapidamente. Já as flores levam algum tempo e as madeiras, raízes ou resinas demoram algumas horas para desaparecem.

Lógico que na nossa pele os produtos com evaporação mais lenta (resinas, madeiras, incenso, baunilha) terão maior fixação, permanecendo mais tempo na pele. O ideal seria descobrir um produto milagroso que usado em um perfume preserve o mesmo em bloco e vá liberando pouco a pouco o seu cheiro, como se fosse um microencapsulado grudado em nossa pele.

Muitas vezes nos é perguntado se usamos fixadores nacionais ou importados, mas este não é o fator importante; o que se pode explicar sobre a diferença de fixação entre os produtos nacionais e importados está ligado a preços e principalmente à concentração da essência no produto acabado. Na Europa e nos Estados Unidos se usa freqüentemente de 15% a 20% de produto ativo (essência ou concentrado) dentro de um perfume ou uma eau de toilette.

No Brasil, essa concentração é de 7% a 12% devido as razões econômicas. mas também para uma melhor adaptação a uma realidade climática diferente dos países europeus, nossa temperatura média às vezes acima de 30º provoca uma evaporação mais rápida e ao mesmo tempo mais brutal, o que torna o perfume mais forte e mais enjoativo na hora de usá-lo. Para torná-lo mais suave, o correto é reduzir a concentração e em fazendo isto infelizmente reduz-se a fixação.

É importante e interessante saber que cada vez mais as grandes marcas internacionais lançam durante o verão uma versão “light”, mais suave, menos concentrada, dos seus principais produtos exatamente pelos motivos expostos acima. Todos os perfumistas e técnicos, não só do Brasil como dos países exportadores, quebram a cabeça para resolver essa difícil questão que é a fixação. Como fazer aumentar a proporção de matérias-primas de evaporação lenta?

Perceber um cheiro diferente é reagir a um impulso cerebral nos alertando de uma mudança olfativa em nosso ambiente, que pode significar para nós a presença de um perigo ou de um acontecimento importante para nosso bem-estar. A parte do cérebro responsável pelo olfato é o rinencéfalo (cérebro do cheiro), que é a parte mais animal do cérebro humano; ela reage instantaneamente aos impulsos olfativos sem controle de análise do pensamento e da inteligência. Um cheiro de comida provoca uma sensação de fome, mesmo que tenhamos acabado de almoçar, provocando uma salivação incontrolada em um primeiro momento, da mesma forma um cheiro de perigo provoca um pânico imediato, um cheiro agradável provoca prazer físico.

Mas essas reações são instintivas e de pouca duração, rapidamente o cérebro inteligente retoma o controle e por isso corta depois de um tempo a percepção do olfato. Comprovado que não existe perigo ou outra coisa e que o cheiro que sentimos é inofensivo, em umas duas horas no máximo a pessoa deixa de perceber esse cheiro, que de estranho virou normal no ambiente. Da mesma forma o consumidor de um perfume acha que o mesmo desapareceu. Somente uma outra pessoa vindo de outro ambiente pode definir quanto tempo o perfume vai persistir na pele.

Essa reação explica porque algumas pessoas se perfumam várias vezes sem necessidade e acabam exagerando na quantidade, tornando o perfume insuportável, deixando assim de ser atrativo para ser repulsivo. Mesmo pessoas esclarecidas reclamam às vezes da falta de fixação do perfume até em relação a perfumes importados. Devemos reconhecer que existe uma certa razão para isso. Cada tipo de pele reage ao perfume de um modo diferente, em algumas o cheiro parece literalmente grudar, e em outras desaparecer em pouco tempo.

O mesmo perfume pode persistir de 14 a 15 horas em uma pessoa e 2 ou 3 horas em outra. Explicações são muitas: acidez da pele, oleosidade, doenças, problemas de origens hormonais, etc. A química da pele é uma realidade extremamente complicada que médicos dermatologistas vão demorar para conhecer.

Algumas experiências comprovadas foram feitas com pessoas desesperadas por não encontrar nenhum perfume compatível com sua pele e que chegaram a usar essência pura sem nenhum diluente. Depois de uma ou duas horas o cheiro tinha desaparecido. Para casos como estes podemos encontrar soluções aleatórias como por exemplo perfumar o cabelo, pois é possível que o perfume fixe melhor, ou em último caso perfumar a roupa, pois a química desta é muito mais fácil de se entender, faça alguns testes deste tipo que irá encontrar resultados notáveis.

Vamos resumir por fim tudo aqui exposto:

1) No perfume, a fixação não é sinônimo de qualidade. Existem perfumes maravilhosos que não são muito duradouros e perfumes de longa duração pouco agradáveis, às vezes é melhor uma satisfação intensa em poucas horas do que 24 horas de que algo extremamente enjoativo.

2) Nunca esquecer que outra pessoa tem uma percepção de seu cheiro muito mais intensa e sensível do que você mesmo.

3) A finalidade de seu perfume é dupla: deixar você feliz e seguro de sua beleza olfativa e atrair positivamente a atração de outras pessoas para você.
Por isso é muito importante você escolher com cuidado o seu perfume e a dosagem certa a ser aplicada, dependendo sempre da estação do ano, período do dia, e do lugar onde vai estar. Finalmente nunca esquecer que é muito mais fácil aumentar ou renovar o seu perfume, do que retirá-lo se colocado em excesso.

Dica importante

Sempre guardar os perfumes em suas gavetas de roupas, pois o perfume mesmo fechado evapora e sem perceber sua roupa pouco a pouco terá o perfume de sua preferência como característica, além de conservar melhor o seu produto.

ARTIGO TÉCNICO -  FIXAÇÃO: UMA IDÉIA FIXA - Por Alexandre Costa

 PERFUME OLEOSO

Material necessário:

550ml de álcool de cereais

150ml de propileno

200ml de glicerina liquida

100ml de essencia 

 Preparo: Dissolver a essência, o propileno e a glicerina no álcool e por último a água desmineralizada.

 PERFUME em gel

Material necessário:

480ml de água desmineralizada                              

6g de carbopol                                             

1 g nipagin                                                     

10ml de trietanolamina                       

corante cosmético                           

20ml essência                                          

embalagem plástica

copo medidor

proveta

panela esmaltada

espátula

frasco bisnaga

 Preparo:

Na panela esmaltada, leve em banho-maria a água, o nipagin e o carbopol, mexendo bem  até que se diluam.

espere esfriar e acrescente a trietanolamina..

acrescemte a essência e depois o corante

envaze em frasco bisnaga

 PERFUME cremos0

Material necessário:

25g de base concentrada para creme hidratante

180ml de água desmineralizada

0,2 g de nipagim

10g de uréia

10ml de glicerina bidestilada

13ml de essência para perfu me

Espátula de plástico

pote ou bisnaga para o creme

copo becker

 Preparo:

Coloque a água no fogo e tire um pouco antes de ferver

Coloque o nipagin e a uréia no becker, despeje um pouco da água e mexa a dissolução, em seguida complete com o restante da água.

Adicione a base de creme hidratante e mexa .

Adicione a glicerina e espere a fusão.

Após a fusão, adicione a essência.

 Perfumes alternativos ou genéricos

Essas  palavras são cada vez mais comuns no mundo da perfumaria. Desde o começo da civilização existe dois tipos de produtos perfumados.

- O dos ricos: com marca, embalagem luxuosa, nomes sofisticados registrados, protegidos e preços altíssimos;

- O do povo: com embalagem mais simples, nomes de domínio público, cheiros mais ativos (agressivos) chegando a ser mais forte e preço muito mais em conta.

Hoje o mercado de classe media cada vez mais vem pedindo preços populares, produtos similares aos perfumes de grandes marcas. As patentes desses produtos sofisticados só protegem o nome e a embalagem desses perfumes, portanto é só copiar o cheiro e vender em embalagens comuns ou números parecidos.

Alguns produtos são parecidos com os originais e com uma qualidade boa, podendo até competir com eles. A diferença de preço nesse caso vem da ausência de marca, propaganda, embalagem luxuosa, etc.

Nesse mercado encontramos também encontramos produtos que não lembram nem de longe os originais, não passam de soluções alcoólicas de diluições de perfumes, análises demonstrando não só presença de álcool, mas também de até 90% de óleos solventes.

O perfume alternativo ou similar pode ser uma boa opção de compra, no caso da falta de aquisição financeira para adquirir o original, mas de qualquer forma devemos ficar muito atento para não comprar um produto de péssima qualidade.

Nenhum  similar é igual ao original, ele pode ser até melhor, mas não perfeitamente igual.

 Por Jean Luc Morineau

 Matérias-Primas

Água

Para fabricação de perfumes, águas de colônia etc, deve-se utilizar água destilada ou desmineralizada para evitar impurezas que possam turvar e comprometer a qualidade e fixação do perfume.  

Álcool

O álcool é um dos produtos mais utilizados na fabricação de perfumes liquidos. Devemos utilizar álcool da melhor qualidade para a obtenção de perfumes finos. Recomenda-se o uso de álcool de cereais ou álcool neutro.

Corantes

Para a coloração dos perfumes liquidos, usam-se de preferência, soluções alcoólicas de corantes naturais, balsamo, resinas etc. Pode-se usar anilinas sin teticas, solúveis no álcool.

Fixadores

Os fixadores são substâncias de  perfumes  persistentes, que se utilizam nas composições com a finalidade de fixar as substâncias de perfumes fugazes.Os fixadores podem ser de origem animal, vegetal ou artificial.

Dipropilenoglicol

É um liquido usado como solvente para os produtos sólidos sintéticos e para preparar perfumes concentrados e perfumes sem álcool, é um bom fixador, combina-se bem com a glicerina.

 

 

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